Sábado, Novembro 21, 2009
circo do sol
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
debruçada sobre o mar
globalização... solidária
A tão propagada e elogiada globalização económica e financeira, que não é nem social nem solidária, tem criado um fosso ainda mais profundo entre as pessoas, pois exige cada vez mais competitividade individual, muitas das vezes cega aos interesses colectivos, com efeitos, obviamente, perversos.
É nesta realidade, indiscutível à luz duma observação concreta, que os estudiosos da evolução e desenvolvimento mundial põem a sílaba tónica na importância das pessoas, no valor do trabalho de equipa, no interesse da partilha do saber. São temas da moda e como tal os governantes, os gestores das empresas e outros mandantes deste mundo afirmam-se, publicamente, seguidores destas novas (?) teorias de gestão.
A realidade, para o observador atento, quão longe está das palavras que são ditas e escritas todos os dias…
Continuo, evidentemente, a defender que o mais importante das instituições, públicas ou privadas, são as pessoas, pese o facto de ser algo incómodo para quem o defende mas não pratica, tal como continua a acontecer na sociedade do século XXI.
Para que isso aconteça julgo, na minha modesta opinião, de que o Homem Novo deverá ser mais compreensivo e solidário, com capacidade de trabalho colectivo mais do que procurar o individualismo e que o Mundo deverá ser devolvido ao seu verdadeiro dono: o Povo Universal.
Etiquetas: textos para meditar
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
mistérios sonhados
o outono
E de vozes caladas e de folhas
Molhadas de temor e surdo pranto
[Gastão Cruz, Poemas Reunidos]
O Outono é do agrado dos amantes, pela suavidade que consigo traz, o convite ao recolhimento às carícias aos afagos. São tempos de maturação, depois de terminadas as colheitas. É tempo do mosto fervilhar e das grandes transformações, feitas com a tranquilidade do saber.
As avezitas voam mais baixo, sentem a força e atracção telúrica. Mas são voos de desassossego, de azáfama na procura de espaço de protecção e de abrigo. Outras tomam rumos do longe seguindo registos do seu código genético que as leva ao encontro de condições climatéricas adequadas à sua condição.
Daqui a pouco, as vozes alegres e expansivas que vibraram nos tempos de estio vão dar lugar aos murmúrios à volta da lareira, no recolhimento dos sentimentos, na preparação para o Inverno com os receios que desde eras imemoriais foram passando de geração em geração. As noites longas e escuras como breu sonham mundos fantásticos que o madrugar virá desvanecer nas mentes das pessoas.
Outono dos “amarelos e castanhos e dos vermelhões” como uma querida amiga tão bem o coloriu é tempo de afectos...
Etiquetas: textos com mote
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
pastoreio no cabo
o velho pescador
O velho pescador ensina todos esses sinais aos mais novos, àqueles que agora começam nas companhas e que vão buscar o seu sustento ao mar que por vezes é doce e chão e outras é tão violento e irado. As marcas do luto, contam bem que seus filhos queridos não lhe seguiram os conselhos.
Desde esses tempos dolorosos que o olhar deste velho pescador perdeu o brilho mas não o querer que um dia, quando a sua altura chegar, possa vir a encontrar todos aqueles que o mar tragou e que ele tem a certeza “viverem” na mais bela ilha submersa.

Local: Nazaré
Data: Anos 60 do século passado
Etiquetas: pequenas estórias, preto e branco
Terça-feira, Novembro 17, 2009
uma flor para... a magymay

Etiquetas: aniversário, parabéns, postais
janela aberta para o oceano
Por esta ampla janela aberta para poente entra uma lufada de cultura e de saber, como o sentiram os frades franciscanos que aqui levaram uma vida sem ostentação mas que grandes acometimentos culturais realizaram.
Daqui desfrutaram uma das mais belas panorâmicas da chamada “boca do rio Tejo” e deixaram espraiar o pensamento desde o Monte da Lua, na Serra de Sintra até ao Barbárico Promontório, o Cabo Espichel.

Mas também neste local de respira poesia. Um monumento designado “Emissor Receptor de Ondas Poéticas” configura uma estrela de cinco pontas, símbolo com conotações libertárias, dá-nos a imagem da liberdade em que as linhas de fuga se dirigem ao céu azul, sem perder o seu apego telúrico e com o mar, que se vê até à linha do horizonte, a completar a trilogia de elementos: ar, terra e mar.
O simbolismo da estrela de cinco pontas é inquestionável, encontrando-se também na bandeira da República Democrática do Chile e na boina de Che Guevara.
Em conjunto com um memorial designado “Mil Olhos” homenageia o grande poeta chileno Pablo Neruda que morou os últimos anos da sua vida à beira do Oceano Pacífico, outros mares mas a mesma água que a vista daqui alcança.
Etiquetas: duzentas palavras
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
livro de honra
os segredos que o mar guarda
Vêm de longe, por certo, esta “gandaia” que a areia vai cobrindo e que tempos depois a maquinaria de “arrasto” para a limpeza das praias põe de novo à vista e recolhe para depositar em aterros sanitários. Mas quanta desta “gandaia” não é trazida pelo mar para os areais e continua a sua negativa missão de poluição dos mares e oceanos, até à eternidade.
Estaremos nós isentos de responsabilidade quanto a estas situações?
Quando chega o Verão os seres humanos sentem-se atraídos pelo mar. Multidões concentram-se nas praias na procura das ondas do mar que lhes dão prazer e tranquilidade. O ser humano é naturalmente ingrato e em paga de tamanho bem estar deixa nas areias doiradas milhões de sacos de plástico e outros artefacto do mesmo material que o vento e as marés se encarregam de levar para o mar.
Um saco de plástico pode navegar dezenas de anos sem se degradar. As tartarugas do mar confundem-nos com as medusas e tentam comê-los, afogando-se no acto de os tragar. O mesmo acontece com milhares de golfinhos que não têm capacidade de distinguir o que são desperdícios humanos e tentam comer tudo o que flutua.
Uma rolha de plástico, mais dura do que um saco do mesmo material, pode permanecer inalterada no mar mais de um século. O Dr. James Ludwing, que estudava o albatroz na Ilha de Midway, no Pacífico, muito longe dos centros populacionais fez uma descoberta fantástica: Quando recolheu o conteúdo dos buchos de oito filhotes da albatroz que encontrou mortos deparou-se com 42 tampas de plástico, 18 isqueiros e restos flutuantes na maioria pequenos pedaços de plástico. Estes filhotes haviam sido alimentados pelos seus progenitores que no momento de os alimentar não tinham tido capacidade de reconhecer os desperdícios.
Da próxima vez que visitares a tua praia preferida é possível que encontres algum lixo que não deitaste na areia. Outra pessoa o fez. Mas não encolhas os ombros. O lixo não é teu, mas...
É a TUA PRAIA, é o TEU MAR, é o TEU MUNDO
Muitos pais brincam com seus filhos ao jogo de... ver quem consegue juntar maior quantidade de plásticos, uma verdadeira lição de ecologia.
Outros, em silêncio, apanham um saco de plástico e levam para suas casas longe do mar. Vão com um sorriso nos lábios, pois sabem que acabaram de salvar um golfinho.
As praias da Costa de Caparica, a Praia do Sol, com uma extensão superior a 15 quilómetros dispõem de receptores de lixo de vinte em vinte metros ao longo de toda a orla marítima.
Etiquetas: ambiente, grande areal, mar
Domingo, Novembro 15, 2009
magia do fogo
vento forte
Vento forte sobre o mar
Vindo da terra mourama
Na calidez do rumar
No sufoco do amar
Levantinas ondas brama
Espraia xailes de prata
Na força do seu soprar
São sons de uma sonata
Murmúrios de serenata
Cumplicidades sem par
Desenha imenso colar
Com gotículas de cristal
Vão o azul adoçar
Dar brilho e muito lunar
Num rito ancestral
Etiquetas: poesia
Sábado, Novembro 14, 2009
elegante rosa
a história do "tonino antonieta"
D. José Pérez G., cura pároco duma aldeia da província de Palência é um grande amante das radiocomunicações. Amante de tal ordem que possui um transceptor da Banda do Cidadão.
Uma noite, faz algum tempo, há hora em que a frequência está cheia de "chamadas gerais", monsenhor José fez a sua por diversas vezes. Não obteve qualquer resposta. O Mundo, pelos vistos, parecia dormir calmamente à sombra da pomba da Paz.
Quando monsenhor José se preparava para descansar em paz com Deus, o seu equipamento de CB captou uma chamada de socorro.
A chamada de socorro SOS. Era um SOS angustiado da embarcação italiana "Tonino Antonieta" da praça de Génova: "Estamos à deriva na direcção da ilha de Ponza!".
O SOS era emitido em italiano, mas também em espanhol e em francês. O caso de "Tonino Antonieta" poderia ser uma tragédia como tantas e tantas embarcações desaparecidas misteriosamente no mar. Velhas tragédias de barcos que se não fora a preciosa ajuda de um rádio tinham empreendido a sua última viagem.
Monsenhor José escutou o apelo primeiro com surpresa, pois nunca havia sido posto perante problema semelhante. Depois reagiu e respondeu à chamada pedindo o indicativo e a confirmação do apelo. Tudo confirmado pediram lhe que retransmitisse a mensagem para as estações italianas.
Muito embora a chamada de socorro não tivesse clarificado a situação geográfica em que a embarcação se encontrava, nosso homem passou a retransmitir a mesma. Responderam lhe diversas estações italianas, prontificando se a comunicar o apelo às autoridades marítimas.
Pouco depois as comunicações com o "Tonino Antonieta" foram cortadas, na altura em que chegava a confirmação de que as autoridades militares italianas tinham dado ordem de saída a um rebocador da Capitania de Gaeta e de um horizonte da estação de socorro da Vagan di Valle. Também recebeu o aviso o vapor Sorrento, que fazia a travessia de Génova para Nápoles, informando que desviaria a rota para observar tudo o que fosse possível.
Depois de tudo isto, silêncio! Eram três horas da madrugada.
Alguns dias depois, Monsenhor José recebia os periódicos italianos "Il Tempo" e "Laboro", os quais davam conta da chamada de socorro recebida pelo cebeísta de Palência.
Explicavam igualmente como as autoridades marítimas italianas haviam mandado explorar durante três dias a latitude onde, aproximadamente, se poderia encontrar a embarcação italiana "Tonino Antonieta", com resultados negativos. Não obstante, enviavam os mais profundos agradecimentos, em nome da Itália, a Don José Perez G. que de tal maneira havia sabido cumprir o seu dever utilizando o seu pequeno emissor/receptor da Banda do Cidadão.
Todavia, hoje continua a ser um mistério o que se passou com a embarcação "Tonino Antonieta".
Foi um "barco fantasma" e a bordo ouviu se a ária "O Inferno", da Divina Comédia de Dante Alighieri? Iria o "Tonino" sem tripulação e governado pelo holandês errante com a sua alma no purgatório? Existiu realmente uma tragédia que hoje se encontra sepultada no fundo do oceano? Que algo de extraordinário aconteceu naquela noite o deixam adivinhar as notícias veladas da imprensa italiana.
Em todo o caso, o mistério do "Tonino Antonieta" ficará para sempre nas águas genovesas e nas ondas recolhidas por aquele pequeno transceptor duma aldeia de Palência.
[este texto faz parte de um projecto da Oficina das Ideias intitulado A CB EM ACÇÃO]
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
tempo solar
sexta-feira 13 a dualidade duma crendice
Sexta-feira, 13 é na tradição da civilização ocidental considerado um dia aziago, um dia onde diversas desgraças se podem juntar numa cumplicidade atroz e recaírem sobre o ser humano criando-lhe muitos problemas.
Para os cristãos, especialmente para os mais supersticiosos, é símbolo de desgraça, já que 13 eram os convivas da última ceia de Cristo, tendo este morrido numa sexta-feira. A crença na má sorte do número 13 parece ter tido, assim, a sua origem na Sagrada Escritura.
Nesta crendice, ou superstição, ou lenda, ou memória popular, como em tantas outras circunstâncias semelhantes, há uma notória apropriação por parte da Igreja dos sentimentos do Povo, de tempos muito anteriores à sua existência.
Uma lenda escandinava diz ter existido uma deusa do amor e da beleza chamada Friga, que deu origem a friadagr, sexta-feira. Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga numa bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, ela passou a reunir-se todas as sextas-feiras com outras onze bruxas e mais o demónio - totalizando treze - para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.
Também a mitologia nórdica se refere a este tema. No valha, a morada dos deuses, houve um banquete para o qual foram convidados doze divindades. Loki o espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga tamanha em que morreu o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar é desgraça pela certa.
Há pessoas que pensam que participar num jantar com 13 pessoas traz má sorte porque uma delas morrerá no período de um ano. A sexta-feira 13 é considerada como um dia de azar, e toma-se muito cuidado quanto às actividades planeadas para este dia. Pessoas mais sensíveis a estas questões evitam viajar nestes dias e recusam utilizar alojamentos ou lugares em teatros e cinemas que tenham o número 13. Aliás, por essa mesma razão, a numeração dos camarotes de teatro omite, por vezes, o 13, em alguns hotéis não há o quarto com esse número que é substituído pelo 12ª e nas provas de automobilismo o 13 é banido.
Estes testemunhos e superstições são tão arbitrários e subjectivos que o mesmo número – 13 – e a mesma coincidência – sexta-feira, 13 - em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - são estimados como símbolos de boa sorte.
O argumento dos optimistas tem por base o facto de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este, símbolo de prosperidade e de sorte.
Na Índia o 13 é um número religioso muito apreciado, de tal forma que os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo, adorando por exemplo as 13 cabras sagradas.
A propósito da “sexta-feira, 13” é muito interessante a opinião do Doutor Moisés Espirito Santo, aliás, englobando a grande maioria das superstições, que opina terem origem no que poderíamos designar por “cartas fora do baralho”, isto é, situações incoerentes e estranhas que originam os mitos e superstições. No caso do 13 trata-se de um número que vem depois dos números da felicidade. A seguir à felicidade e fora dela, o azar.
Etiquetas: mistério e fantasia, tradição
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
amor perfeito
o pagamento duma promessa
“Dizem os mais antigos, que foram acumulando com o tempo sabedoria… e também brejeirice que as mulheres que viajarem Rio Douro acima, partindo do lugar onde hoje está construída a Barragem de Miranda do Douro, e não vislumbrarem no escarpado da margem esquerda o número 2 que se não casarão. O casamento somente surgirá depois de tal visão.
O referido número 2 diz-se ser “obra” na Natureza que o desenhou no amarelo da rocha resultante dos líquenes que aí crescem naturalmente.
Mas acrescenta a lenda…
Se for um homem que não consiga ver o número 2 pode ter a certeza de que a mulher o anda a trair…
Não esqueçam, contudo, de que esta estória não é mais do que uma lenda.”
Algumas das nossas dedicadas leitoras ficaram algo preocupadas pois não haviam conseguido vislumbrar o celebrizado 2. Prometi, então, que clarificaria tal visão. E aqui está o cumprimento da promessa

Etiquetas: lendas, pequenas estórias
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
quentes e boas
no dia de s. martinho vai à adega e prova o vinho
Nos meios rurais terminaram os trabalhos agrícolas, sendo tempo de aproveitar das colheitas, dos frutos e do vinho, sendo época de exuberância familiar e comunitária, época de folgar, com uma ajuda a propósito do delicioso néctar. Nos folguedos de Outono, junta-se o religioso ao pagão que da tradição tem muito peso. O vinho vai correr solto gargantas abaixo.
Se já fez frio, nas terras mais serranas, então a água-pé, elaborada com o destino do S. Martinho festejar, já poderá ser devidamente apreciada. Caso contrário, há sempre o recurso à jeropiga e ao abafadinho. As vitualhas da tradição são as sardinhas, que já não pingam no pão, e quantas vezes não são das de conserva de salmoura em barrica, e as castanhas, assadas, cozidas com erva doce e as “quentes e boas”, assadas no forno sem qualquer corte.
A lenda de S. Martinho tem mais a ver com as condições climatéricas da época, o chamado Verão de S. Martinho, do que com as comezainas que lhe estão associadas. Conta a lenda...
Num dia tempestuoso regressava Martinho, valoroso soldado romano, à sua terra natal, montado a cavalo e agasalhado com uma pesada capa usada pelo exército de Roma. Na curva de um caminho deparou-se com um mendigo quase nu, tremendo de frio, enregelado, que lhe estendia a mão suplicante. Martinho sem hesitar parou o cavalo, e não tendo qualquer outro recurso disponível, rasgou a sua própria capa de militar, cedendo parte ao mendigo para que se cobrisse e protegesse. Subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Verão inundou a terra de luz e calor, e para que para sempre se recorde esta atitude do soldado Martinho, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso. O soldado foi mais tarde canonizado como S. Martinho.
O costume do Magusto, que tradicionalmente começava no Dia de Todos-os-Santos, é simultaneamente uma comemoração pagã da chegada do Outono e um ritual de origem religiosa: o dia do Santo Bispo de Tours, S. Martinho.
A água pé é o resultado da água lançada sobre o mosto retirado do mosto vínico para o objectivo concreto de produzir esta bebida que pode ser consumida em plena fermentação. Por isso, reza o ditado popular: "No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho”.
Quanto às celebradas castanhas, assadas com sal grosso, de preferência da salga do toucinho, cozidas com erva doce, “quentes e boas” assadas no forno sem qualquer corte, secas tornando-se “piladas” e utilizadas depois de bem demolhadas, acompanhando em puré outros preparos, ou servindo uma sopa aveludada e cremosa, o consumo de castanhas estende-se de finais de Setembro até ao início da Primavera.
Alguns ditos populares alusivos às castanhas e ao S. Martinho:
Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho
Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano
Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho
Pelo S. Martinho semeia favas e linho
No dia de S. Martinho fura o teu pipinho
O Verão de S. Martinho é bom mas é curtinho
A castanha tem uma manha, vai com quem a apanha.
Ao assar as castanhas, as que estouram são as mentiras dos presentes.
Cada mocho no seu souto.
Castanha que está no caminho é do vizinho.
Castanhas do Natal, sabem bem e portem-se mal.
Do castanha ao cerejo, mal me vejo.
Em Maio comem-se as castanhas ao borralho.
No dia de S. Martinho, há fogueiras, castanhas e vinho.
Na família da castanha o pai é pingão, a mãe é raivosa e a filha é amorosa.
Festejar o S. Martinho na boa companhia do Baco e do Agostinho (o de Viena de Áustria pois claro) resulta sempre numa degustação ímpar. Aqui ficam algumas quadras de "pé quebrado", inéditas e populares, que o pessoal da Oficina das Ideias deseja convosco partilhar:
S. Martinho não se cansa
De alegrar o Zé Povinho
Quando Baco entra na dança
E prova um copo de vinho
É dia de S. Martinho
Almada vai festejar
Abre a adega e prova o vinho
Que aroma! Que paladar!
Com tantos anos vividos
S. Martinho ao acordar
Desperta os cinco sentidos
E vem o vinho provar
No dia de S. Martinho
A tradição em Almada
Na adega prova o vinho
E castanha bem assada
No dia de S. Martinho
P’ra celebrar com amigos
Da adega vem o vinho
Castanhas, nozes e figos.
E agora... o Natal está à porta. Como diz o nosso Povo: "dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!"
Etiquetas: tradição
Terça-feira, Novembro 10, 2009
sem refúgio
um raio de luz na vida do pintor
Ao velho pintor vai faltando inspiração
O traço antes firme, é agora indecisão
As cores dão lugar ao cinzento do devir.
A paleta de cores há muito ressequida
Esboroa-se como o tempo passa sem cessar
A sua eterna capacidade de muito amar
No ocaso da vida o pintor sente perdida.
No meio da borrasca de tamanha tempestade
Um raio de luz forte em tons doirados
Ilumina o rosto do pintor qual esplendor
A mão de novo firme desenha a amizade
A inspiração volta aos caminhos já andados
O traço colorido é de novo um hino ao amor.
Etiquetas: poesia
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
toscas vestes
água dos casais da charneca
Nos indicadores geográficos da Península de Setúbal [http://www.setubalpeninsuladigital.pt] das oito fontes de águas minero-medicinais referenciadas, quatro situam-se no Concelho se Almada: Fonte do Paraíso (Caparica); Fonte dos Casais da Charneca (Charneca de Caparica); Fonte da Pipa (Cacilhas); e Fonte da Telha (Caparica).
A “Corografia” (1706) refere a existência de três fontes de água minero-medicinais todas situadas num profundo e verdejante vale, o Vale da Rosa, onde corre um ribeiro que actualmente (2009) serve de fronteira natural entre as freguesias de Monte de Caparica e de Charneca de Caparica, o que pressupõe, desde logo, a existência no local de importante sistema aquífero que em tempos serviu para captação das águas para abastecimento público da Charneca de Caparica.
As fontes referidas são as Fonte da Telha, cujas águas são indicadas para o aparelho digestivo e rins (Contreiras, 1951), Fonte de Nª Sª da Rosa, com água considerada milagrosa na cura da lepra e a Fonte dos Casais da Charneca, cuja água chegou a ser explorada comercialmente com a designação de Água de S. Vicente e vendida em garrafões de cinco litros (em 1945, 1.018 garrafões e em 1946, 3.032 garrafões).
As referências às águas minero-medicinais da Charneca de Caparica são muito antigas podendo ler-se menções à Fonte de Nª Sª da Rosa na “Corografia” (1706) e no “Aquilégio” (1726) como pertencente à cerca do convento do mesmo nome, da Ordem dos Religiosos de S. Paulo, que não estando determinada a data da sua construção, sabe-se ser já habitado por eremitas no ano de 1413. Refere-se a “Corografia” nestes termos “Na cerca tem uma fonte com o nome de Nª Senhora da Rosa, cuja água é milagrosa e tem a virtude de curar a lepra”. A gente mais antiga ainda hoje lhe chama a “Fonte Santa”.
Quanto à água da Fonte Casais da Charneca, depois de ser utilizada de um poço aberto para fins agrícolas, foram nelas reconhecidas capacidades curativa, tendo sido analisada (Rego, 1922) por um funcionário do Instituto Central de Higiene, tendo-a considerado cloretada sulfatada sendo, posteriormente, de novo analisada (Carvalho, 1945) e considerada “a água dos Casais da Charneca é fria, hipossalina, cloretada sódica e bicarbonetada cálcica. De reacção alcalina, levemente sulfatada e fracamente radioactiva”. Acrescentando, ainda, “a água dos Casais da Charneca é muito pura atestando a excelência da captagem”. A comercialização da água da Fonte dos Casais da Charneca terá terminado no fim da década de 1960, por falecimento do seu último proprietário, Armando da Costa Lima.
Quanto à Fonte da Telha, que de topónimo semelhante nada tem a ver com a aldeia piscatória localizada a sul do concelho de Almada, é por certo uma outra emergência do mesmo aquífero, na escavação de um declive de terreno, tendo assim sido denominada por correr a água por uma telha ali colocada. É água muito procurada pelos populares pelos seus efeitos digestivos. Um utilizador desta água afirma “Esta água tem muita argila, eu dou-me bem com ela, como é água de nascente dá muito boa disposição. Agora já há uns tempos que cá não vinha. Mas por exemplo às vezes tinha assim uma azia de estômago e bebia e passava logo.”
À conversa com o Sr. José Mateus da Silva (7/11/2009), de 70 anos, ribatejano a viver há cerca de 40 anos na Charneca de Caparica, recorda-se perfeitamente da existência de quatro poços, o primeiro no território da freguesia da Charneca de Caparica e mais três na freguesia de Caparica, no caminho pedonal para Vila Nova.
Etiquetas: minha terra
Domingo, Novembro 08, 2009
o segredo das ondas
as rosas de outono têm um aroma diferente
Abeirei-me da roseira
“Príncipe Negro”
Vermelha
Senti o seu aroma
Tão intenso
Tão diferente
Agora que é Outono
De calendário marcado
Mas o Sol tão fagueiro
Extrai orientais
Odores
Realiza o estabelecido
Une sentires
Amores
Centro do mundo
Encontro
De quem bem se quer
Valle Rosal
Jardim
De mil flores
Etiquetas: poesia
Sábado, Novembro 07, 2009
um poema, uma flor
dançar em charneca de caparica
“Vimos há tempos um rancho folclórico de determinada região dançar o nosso “Tacão e Bico” que, decerto, alguns, embora poucos, velhos ainda se recordam, de o ter dançado ou dele ter ouvido falar. Essa dança é deveras engraçada. Os cavalheiros e as damas, ao compasso da música, batem ao mesmo tempo, no chão, com o salto e depois com a biqueira do sapato ou bota. Essa dança, tão difícil de dançar e tão trivial na nossa terra, deu um salto ao Ribatejo, e hoje é desconhecida na Caparica. O mesmo sucede com a “Polca” e, em especial, a que se dançava na Charneca de Caparica: “Polca Janota”. Para a dançarem, era preciso saber e muito treino, pois esta polca pelo esforço que era necessário fazer, requeria boa constituição física.”
Quando vim nos primeiros tempos para Charneca de Caparica, a férias ou para passar o fim-de-semana, já se não dançava em Charneca de Caparica, terra que no passado fora terra de dançar.
Na verdade, o seu Povo dividia a actividade entre a faina do mar, dirigindo-se para isso para a Fonte da Telha, em cujas companhas se integravam, ou nas tarefas do campo e da mata, especialmente, como lenhadores e carvoeiros. As actividades de trabalho que praticavam eram propícias à dança.
Em 1975, a Dona Emília, minhota radicada na Morgadinha, no termo de Charneca de Caparica criou um grupo de “danças e cantares” que recuperou para a Charneca de Caparica a tradição de dançar, facto de grande importância para a cultura da região.
Na região de Charneca de Caparica dançava-se o “Tacão e Bico” em tempos passados, hoje somente recordado por escritos, pois os mais velhos já se não lembram de o dançar e, tão pouco, de dele terem ouvido falar.
Era uma dança muito engraçada, viva e ousada, em que os cavalheiros e as damas, ao compasso da música, batem ao mesmo tempo no chão, ora o salto ora a biqueira do sapato ou da bota.
Originária da zona interior da Caparica, foi levada para terras do Ribatejo, onde hoje é dançada, enquanto por aqui está quase esquecida.
O mesmo sucede com a “Polca”, especialmente, a “Polca Janota” outrora dançada pelos bailadores e bailadeiras de Charneca de Caparica.
Para a dançarem, os bailadores deveriam possuir destreza e preparação física bem desenvolvidas pois era uma dança muito exigente, pela sua vivacidade e expressão corporal.
Etiquetas: contributos, minha terra
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
confidente mar
just perfect

Aqui fica a indicação dos blogues escolhidos pelo pessoal da Oficina das Ideias
As Minhas Romãs, de Paula
Bailar das Letras, da Cathy
Beijinhos Embrulhados, da Maria Teresa
Carpe Diem, da Sara
Flor de Lis, da .Lis
Instantes da Vida, da Amigona
MarETerra, da Gaivota
Perfume de Jacarandá, da Lilá(s)
Sexta-Feira, da Elvira Carvalho
Traduzir-se…, da Lualil
Trivialidades e Croquetes, da MagyMay
Uma Nova Cubata, da Fatyly
Etiquetas: oficina, prémios, selos de amizade
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
uma flor para... a lígia

Etiquetas: aniversário, parabéns, postais
brasas vermelhas
Que fazem brilhar os olhos de luxúria e de paixão
Nas malhas do sentir meu corpo enleias e enredas
Em prazeres infinitos em eterno querer e devoção
Queimo cascas de tangerina em minhas rudes mãos
Com fogo que transmite teu profundo e doce olhar
Em passos de sensualidade, música e ritos pagãos
Caminho veredas caminhos tortuosos sem hesitar
O vinho tinto limpa a boca e amacia meus lábios
Sedentos de beijos mil, carícias, erotismo sentido
Meu corpo recebe a vibração de movimentos sábios
Agora encontrado caminhar logo depois perdido
Que um sopro breve o crepitar das brasas (re)avive
Sejam farol que conduzam caminhos de felicidade
Muito querer aos escolhos encontrados sobrevive
Traçando o desejado sentir e querer da Liberdade
Etiquetas: poesia
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
medronhos da aldeia
sonhar é ir mais além
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño:
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son.”
[Calderón de la Barca]
Sonhar é voar é ir mais além
Do que o pensamento nos admite.
É sentir o muito querer por alguém,
Por mais que a razão nos limite
O coração sempre quer e o permite
Em seu sonho tão linda e indefesa
Despojada de roupa e muito bela.
Sobre o leito espraia sua beleza,
Que o olhar se deslumbra e enovela
Em memórias que anima e desvela.
Seu rosto sereno faz-me pensar
Que vive um sonho belo e muito terno.
Lindos olhos boca de encantar,
A tranquilidade de um sentir eterno
Que ilumina de Verão dias de Inverno.
Seus seios de mulher que doçura
Por vermelha cambraia estão cobertos.
A imaginação voa longe e em loucura,
Por espaços amplos e abertos
Nossos sentidos são então despertos.
Seu ventre é suave e sensual
Arredondado e macio no sentir.
Está coroado por um brilhante divinal,
Que ilumina o caminho a seguir
No espaço e no tempo sinal do devir.
O âmago do seu ser seu tesoiro
Recatadamente velado ao meu olhar.
Emoldurado por delicioso tosão de oiro,
É um sonho sonhado de louvar
O muito querer porque não? o adorar.
Seus lindos olhos de mel eu beijei
Numa doce carícia sem ter fim.
Na exuberância do sentir eu fiquei,
Consigo eternamente junto a mim
A mente a dizer não o coração sim.
Por seus olhos de mel me perdi
Deixei-me envolver pela loira cabeleira.
Aconcheguei-a a meu peito e senti
O calor de seu corpo duma maneira
Como se para mim fosse a vez primeira
Sonhei-a no Arco-Íris celestial
Por terras e mares maravilhosos.
Adorei sua imagem única sem igual,
Seu olhar e sorriso maliciosos
De seu corpo contornos deliciosos.
Queremos muito que o sonho não acabe
Mas tudo que começa tem um fim.
Diz o Povo que é aquele que mais sabe
Mas porque o pouco é imenso para mim
O sonho me ensinou um eterno sim.
Etiquetas: poesia
Terça-feira, Novembro 03, 2009
cabo espichel
o mágico alvorecer o de hoje
Etiquetas: minha terra
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
lua de novembro
viagem ao douro internacional - final
A Rocha Redonda que se encontra integrada no Santuário Rupestre de S. Mamede ficou para trás quando o navio “Escua” rodou 180 graus e tomou rumo ao Sul. O rio espelha docemente as duas margens como dizendo que dos dois países vizinhos é pertença, melhor, é pertença das gentes transfronteiriças.
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Etiquetas: caderno de viagens, douro
Domingo, Novembro 01, 2009
batente e aldraba
o “pão por deus”
Etiquetas: tradição
Sábado, Outubro 31, 2009
ao ritmo do coração
noite das bruxas
Etiquetas: cultura popular, tradição
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
modernices
viagem ao douro internacional 6
Manhã cedo, estômago reconfortado com um lauto pequeno almoço (desanuyo) tomado em terras de Muga, ao caminho nos fizemos com destino à Estação Biológica Internacional, situada a norte da barragem de Miranda do Douro e em cujo ancoradouro embarcaremos no navio ecológico “Escua”, com capacidade para 120 pessoas e equipado com os mais modernos meios de não intrusão no sistema ecológico
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Deliciámo-nos com belos exemplares da flora local
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Etiquetas: caderno de viagens, douro
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
sétima onda
oa animais são nossos amigos
A minha querida amiga Sara, do blogue Carpe Diem, enriqueceu-o ilustrando-o com muita sensibilidade.
Aqui tomo a liberdade de o partilhar

Etiquetas: defesa dos animais, foto-poemas, poesia
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
olhar de sábio
ocarinas e flautas
A mais antiga ocarina conhecida remonta aos tempos da civilização Maia, estando o seu som relacionado, tal como acontece com o da flauta, com o deus Pan da mitologia grega.
É um instrumento de configuração física muito simples, donde se pressupõe, geralmente, de grande dificuldade de execução. Tal não acontece na realidade, pois a sua utilização rudimentar, como era feita na sua origem, é muito simples.
Embora adoptada pela Europa, tendo sido trazida para Itália há cerca de 500 anos, das civilizações Azteca, Maia e Inca, continua a ter a sua expressão mais original como elemento fundamental da cultura musical andina.

A flauta e a ocarina na lenda
Conta a lenda que deus Pan se enamorou pela ninfa Siringa que passeava nos bosques dançando e caçando com seu arco e flecha. Um dia Pan perseguiu-a até que o rio Ladón lhe cortou o caminho. A ninfa vendo-se ameaçada pediu socorro às naíadas que a transformaram numa cana. Pan, muito desconsolado, verificou que o vento sibilava ao passar pela cana e pensou serem os lamentos da ninfa.
Decidiu cortar a cana e uniu vários pedaços com cera, construindo assim a sua siringa (flauta) para a tocar quando a paixão e o desejo o possuíam.
Etiquetas: instrumentos musicais, música, tradição
Terça-feira, Outubro 27, 2009
na tua cor igualdade
estória de uma galena
Etiquetas: baú de memórias, tempos da rádio
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
pobre pescador
viagem ao douro internacional 5
A pouco mais de uma vintena de quilómetros de Miranda do Douro, para lá do Rio Douro, quando toma o nome de Rio Duero, passada a barragem de Miranda, por tal já em terras de Castilla y Léon, fica um pueblo de pouco mais de 420 habitantes chamado Muga, Muga de Sayago, onde a pernoita nos está destinada. Mudamos de país mas também de paisagem que agora é muito mais agreste

A refeição servida numa sala enorme, mesas de tampo largo e bancos corridos, fez-nos recuar a imaginação até à Idade Média com a vontade irreprimível de comer com as mãos, mas para alarves não sermos considerados, degustamos a refeição comportadamente.
Para um número mais reduzido de comensais a sala de jantar seria esta



Etiquetas: caderno de viagens, douro
Domingo, Outubro 25, 2009
mercado da jorna
a revolta dos contadores de tempo
Etiquetas: tempo que passa
Sábado, Outubro 24, 2009
cartilha maternal
os animais são nossos amigos
Mulheres e homens de boa vontade sentiram a profundidade de tais palavras. Nasceram um pouco por todo o nosso Portugal associações de defesa, de protecção dos animais e mesmo de preservação para as espécies em vias de extinção, vocacionadas para os nossos amigos que pelo infortúnio da vivência, como com muitos seres humanos acontece, não tinham um abrigo ou alimentação que garantissem a sua sobrevivência.
Depois, anos houveram de decadência cívica e moral. A competitividade entre os seres humanos, o egoísmo, a vida vivida em cada vez maior isolacionismo, a dependência de uma televisão castradora da imaginação, levaram a um desinteresse acentuado por tão nobre missão de ajudar os nossos amigos animais.
Chegámos ao cúmulo de as leis que nos tempos actuais são aprovadas na Assembleia da República considerarem os animais como coisas e não como seres vivos carentes de cuidados e de protecção. O ser humano dá cada vez mais importância ao material em detrimento do social. Sabe o preço de tudo e o valor de nada.
Mas os animais… continuam a ser NOSSOS AMIGOS. Um punhado de mulheres e de homens juntaram-se no almoço de hoje, não pelo prazer da degustação ou do convívio que obviamente sentem, mas, especialmente para dizerem que estão solidários na defesa e na protecção dos animais no espírito da bela canção de José Barata Moura OS ANIMAIS SÃO NOSSOS AMIGOS.
Etiquetas: defesa dos animais
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
noite fria
olhar o firmamento
Entre os milhares de estrelas tão brilhantes
Vislumbrei teu lindo rosto e só então sorri
Com a felicidade que só sentem os amantes
Etiquetas: poesia































